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Psicologia hospitalar

por Emilly Santaluz - segunda-feira, 18 ago. 2025, 14:22
 

Lucia acorda com um pulo, assustada, no meio da noite. Logo sente um gosto amargo na boca e seu corpo entorpecido, provavelmente pelo excesso de medicações. A enfermeira da madrugada logo aparece com a temida bandeja metálica de remédios, o destro e duas injeções. Três picadas às três da manhã. Quanta violência! Sua cirurgia está agendada para amanhã, ou era ontem? Procura pelas marcas de um corte inexistente logo abaixo do seio. Lucia já está bem próxima das enfermeiras que cuidam dela, já se considera amiga de Carla quando ela se despede com a voz calma que a madrugada dos enfermos solicita. Uma lágrima escorre de seus olhos, e um medo surge em seu pensamento: “será que esta é a minha vida agora? Nunca mais vou ficar boa? Estou com medo”. Do lado de fora do leito, dois profissionais discutem: “Lucia está novamente acordada e muito agitada, aumentamos sua medicação?”. Ao que Carla responde: “Por que não pedir uma interconsulta psicológica?”.

Autor: Patrick Vieira Ronick

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